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Maiores exportadores brasileiros de carga conteinerizada: o que revelam os dados

August 25, 2026 | Posted by Datamar

Maiores exportadores brasileiros de carga conteinerizada: o que revelam os dados

O transporte de contêineres voltou ao centro das atenções. Depois de dois anos de fortes oscilações nos mercados de frete, grandes armadores voltaram a reportar resultados mais fortes neste ano, impulsionados por fretes mais altos, demanda resiliente por carga e interrupções persistentes nas cadeias globais de suprimentos. A Maersk elevou sua projeção para o ano após superar as expectativas de lucro no segundo trimestre, enquanto a CMA CGM informou alta de 19,2% na receita trimestral, puxada principalmente pela divisão de transporte marítimo, pelo aumento dos volumes e pela melhora dos fretes.

Esses resultados não dizem respeito apenas ao desempenho financeiro dos armadores. Eles mostram o quanto o comércio global ainda depende de serviços regulares de contêineres, capacidade portuária, disponibilidade de equipamentos e da capacidade dos exportadores de colocar a carga na rota certa, no momento certo. Para os exportadores brasileiros, isso é especialmente relevante porque boa parte dos fluxos de maior valor agregado do país — de proteína animal e algodão a café, madeira, celulose, papel e bens industriais — depende da logística conteinerizada.

O perfil exportador do Brasil costuma ser associado a grandes commodities, como soja, minério de ferro, petróleo bruto e açúcar, que sustentam a balança comercial do país e reforçam sua posição como grande fornecedor global de alimentos, matérias-primas e insumos industriais. As exportações em contêineres, porém, revelam uma camada mais específica da economia: as empresas que dependem de linhas marítimas regulares, as cargas que exigem logística especializada, os terminais onde os fluxos se concentram e os serviços marítimos que conectam o Brasil às cadeias globais de suprimentos.

A leitura mais útil, portanto, não se limita ao que o Brasil vende ao exterior. Ela passa também por entender quem embarca a carga, quais produtos seguem em contêineres, quais terminais concentram esses fluxos e como os serviços marítimos regulares conectam o país à Ásia, Europa, América do Norte, Oriente Médio e demais mercados da América do Sul.

Segundo dados da Datamar, as exportações brasileiras em contêineres somaram 1.629.365 TEUs no primeiro semestre de 2026, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo o ano de 2025, os embarques haviam totalizado 3.249.402 TEUs. A escala desses números ajuda a explicar por que o comércio conteinerizado se tornou parte essencial da estratégia logística e comercial do Brasil.

Gráfico 1 – Exportações brasileiras em contêineres | 1º semestre | 2023–2026 | TEUs

Fonte: Datamar (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Por que as exportações em contêineres importam para o Brasil

A carga conteinerizada ocupa uma posição estratégica no comércio exterior brasileiro porque atende produtos que exigem frequência, previsibilidade, proteção da carga, capacidade de refrigeração, rastreabilidade e distribuição comercial mais complexa. No caso do Brasil, isso inclui proteína animal, algodão, celulose, produtos de madeira, café, papel, açúcar refinado, produtos químicos, manufaturados e outras cargas que dependem de serviços marítimos previsíveis.

Na prática, um embarque conteinerizado não é apenas uma operação comercial. Ele depende de disponibilidade de equipamentos, janelas de booking, capacidade de terminal, transporte terrestre, desembaraço aduaneiro, escalas portuárias e programação de navios. Para os exportadores, isso significa que a competitividade não é definida apenas por custos de produção ou câmbio, mas também pela confiabilidade dos serviços de contêineres e pela capacidade de colocar a carga no navio certo, no porto certo e no momento certo.

É nesse ponto que o DataLiner se torna comercialmente relevante. A plataforma da Datamar oferece acesso a dados detalhados e regularmente atualizados sobre o comércio marítimo da América do Sul, permitindo analisar exportações em contêineres por dono da carga, produto, porto, transportador, rota, empresa e registro de embarque. Em vez de depender apenas de estatísticas agregadas, os usuários conseguem acompanhar os movimentos que mostram onde a carga conteinerizada está crescendo, quem está embarcando e quais redes logísticas sustentam esse avanço.

Principais setores nas exportações conteinerizadas brasileiras

No primeiro semestre de 2026, os dados da Datamar mostram uma forte presença dos setores de alimentos, proteína animal, celulose, papel, agronegócio e petroquímicos entre os principais exportadores brasileiros de cargas conteinerizadas.

Os cinco maiores volumes individuais registrados no período foram de 84.875 TEUs, 65.182 TEUs, 54.903 TEUs, 51.301 TEUs e 33.205 TEUs. Juntos, esses cinco exportadores movimentaram 289.466 TEUs no primeiro semestre.

A composição do ranking evidencia a importância das exportações refrigeradas de proteína animal, especialmente carnes de frango, suína e bovina, além do peso da celulose, do papel e dos produtos florestais. A presença de empresas ligadas ao agronegócio, à indústria química e à atividade de trading amplia essa diversidade e demonstra a abrangência da base exportadora conteinerizada brasileira.

Gráfico 2 – Volumes movimentados pelos dez principais exportadores brasileiros | 1º semestre de 2026 | TEUs

Fonte: Datamar (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Que cargas o Brasil exporta em contêineres?

A composição das exportações brasileiras em contêineres ajuda a explicar por que o ranking é liderado por empresas de alimentos, produtos florestais e agronegócio. No primeiro semestre de 2026, a carne de frango foi a principal carga conteinerizada de exportação nos dados da Datamar, com 198.449 TEUs, alta de 13,3% em relação ao ano anterior e participação de 12,18% no mercado. O algodão não cardado nem penteado ficou em segundo lugar, com 141.169 TEUs, avanço de 29,5%, seguido por carne bovina congelada, com 95.093 TEUs; celulose química de madeira, com 77.007 TEUs; e madeira serrada ou em cavacos, com 62.908 TEUs.

O top 10 também incluiu café em grãos, madeira compensada e laminada, carne suína, açúcar de cana ou beterraba e papel e papel-cartão não revestidos. A composição reforça o papel estratégico da carga conteinerizada na conexão das cadeias brasileiras de alimentos, fibras, produtos florestais e insumos industriais com compradores internacionais.

Os padrões de crescimento também importam. O algodão registrou a maior alta entre as principais cargas listadas, e os dados por porto mostram como essa expansão esteve concentrada. Segundo a Datamar, as exportações conteinerizadas de algodão somaram 142.079 TEUs no primeiro semestre de 2026, alta de 29,6% em relação ao mesmo período de 2025, com Santos respondendo por 132.040 TEUs, ou 92,93% do total. O porto adicionou 31.777 TEUs frente ao ano anterior, tornando-se o principal motor do crescimento do algodão em contêineres. Salvador e Itapoá também avançaram, chegando a 5.422 TEUs e 2.979 TEUs, respectivamente, mas os números apontam sobretudo para o papel de Santos como principal porta de saída do algodão conteinerizado brasileiro.

Tabela 1 – Principais cargas conteinerizadas de exportação | 1º semestre de 2026 | TEUs

Carga

Valor acumulado no ano

Ano anterior

Crescimento

Participação de mercado

CARNE DE FRANGO

198449

175192

13,3%

12,18%

ALGODÃO NÃO CARDADO NEM PENTEADO

141169

108991

29,5%

8,66%

CARNE BOVINA CONGELADA

95093

86575

9,8%

5,84%

PASTA QUÍMICA DE MADEIRA, À SODA OU AO SULFATO

77007

65313

17,9%

4,73%

MADEIRA SERRADA OU LASCADA

62908

54703

15,0%

3,86%

CAFÉ EM GRÃOS

49827

55879

-10,8%

3,06%

MADEIRA COMPENSADA, FOLHEADA E LAMINADA

44787

50031

-10,5%

2,75%

CARNE SUÍNA

42992

38811

10,8%

2,64%

AÇÚCAR DE CANA OU DE BETERRABA

34204

41757

-18,1%

2,10%

PAPEL E PAPEL-CARTÃO NÃO REVESTIDOS

29712

31490

-5,6%

1,82%

Fonte: Datamar (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Portos, terminais e linhas regulares

As exportações em contêineres dependem de terminais conectados a serviços regulares de navegação, disponibilidade de contêineres refrigerados, polos de carga no interior e redes globais de transbordo. Por isso, a concentração em terminais é um dos indicadores mais importantes para compreender o sistema brasileiro de exportação conteinerizada.

No primeiro semestre de 2026, os principais terminais de exportação de contêineres no ranking da Datamar foram a BTP, com 310.563 TEUs e 19,06% de participação; a TCP, com 309.632 TEUs e 19,00%; a Santos Brasil, com 220.166 TEUs e 13,51%; a DP World Santos, com 162.358 TEUs e 9,96%; e a Itapoá, com 157.642 TEUs e 9,68%.

Juntos, esses cinco terminais responderam por mais de 70% do volume de exportação em contêineres listado no ranking da Datamar. Essa concentração traz vantagens e riscos. De um lado, reflete acesso a saídas marítimas frequentes, infraestrutura terminalística de maior porte e corredores comerciais consolidados. De outro, pode aumentar a exposição a congestionamentos, alterações de escala, desequilíbrios na oferta de equipamentos ou mudanças nas rotações dos armadores.

Os dados oficiais também reforçam o papel de Santos no comércio conteinerizado brasileiro. Entre os portos no Brasil, Santos segue como a principal porta de entrada e saída de contêineres. O Ministério de Portos e Aeroportos descreveu Santos como o maior porto da América Latina e informou que o complexo movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, incluindo 16,71 milhões de toneladas de carga conteinerizada exportada.

Gráfico 3 – Principais terminais de exportação de contêineres | 1º semestre de 2026 | TEUs

BTP
TCP
SANTOS BRASIL
DP WORLD SANTOS
ITAPOA
PORTONAVE
TECON RIO GRANDE
JBS TERMINAIS
TECON SALVADOR
MULTI-RIO

Fonte: Datamar (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Como os serviços regulares de contêineres moldam a capacidade exportadora do Brasil

Os rankings de terminais mostram onde a carga está concentrada, mas não explicam sozinhos como a capacidade de exportação é formada. As exportações em contêineres também dependem das redes de navegação regular — serviços operados por armadores em rotações predefinidas. Diferentemente da navegação de granéis, em que navios são frequentemente afretados para movimentos específicos de carga, o transporte de contêineres se apoia em escalas recorrentes, planejamento de equipamentos e conexões programadas entre portos.

Para os exportadores, esses serviços regulares criam previsibilidade. Eles permitem planejar produção, transporte rodoviário, cadeia do frio, documentação e prazos de entrega com base nas saídas previstas dos navios. Ao mesmo tempo, criam exposição às decisões de rede dos armadores. Uma mudança de rotação, a retirada de uma escala, uma nova opção de transbordo ou uma alteração na capacidade semanal pode afetar exportadores, terminais, agentes de carga e compradores no exterior.

Alguns serviços atuais ilustram como o Brasil está conectado às redes globais de navegação regular. O serviço NEOSAMBA, da Maersk, liga a Europa à costa leste da América Latina e foi atualizado em 2026 com a inclusão de Itapoá, além de escalas como Santos e Paranaguá. O SAFRAN, da CMA CGM, conecta o norte da Europa à costa leste da América do Sul, com rotação em 2026 incluindo Santos, Paranaguá, Montevidéu, Buenos Aires e Itapoá. A MSC informa que sua operação no Brasil conta com 12 serviços semanais em 16 portos de escala, conectando o país a 300 rotas globais.

Para os donos da carga, esses serviços são mais do que opções de transporte. Eles funcionam como canais comerciais. A disponibilidade de escalas, tempos de trânsito, equipamentos e navios porta-contêineres influencia quais mercados são viáveis, com que confiabilidade cargas refrigeradas podem ser movimentadas e quão competitivos se tornam os preços de exportação em contêineres.

Para os exportadores, essa camada operacional importa porque os preços de exportação em contêineres são influenciados por mais do que o frete spot. Disponibilidade de equipamentos, demanda por contêineres refrigerados, congestionamento portuário, capacidade dos armadores, tempos de trânsito e número de escalas regulares podem afetar o custo e a confiabilidade de um embarque. Por isso, dados sobre donos da carga, rankings de terminais, transportadores e rotas são mais úteis quando analisados em conjunto: eles ajudam as empresas a entender não apenas para onde a carga está se movendo, mas também onde a pressão logística pode afetar opções de serviço e negociações de frete.

O DataLiner reúne essa inteligência em um único ambiente analítico. Com mais de 200 campos de dados regularmente atualizados, a Datamar permite criar visões personalizadas do comércio conteinerizado brasileiro, incluindo rankings, análises de participação de mercado, séries históricas, rotas, portos, transportadores, empresas e registros individuais de embarque. Esse nível de granularidade ajuda empresas a comparar fluxos, monitorar concorrentes, avaliar exposição portuária e identificar oportunidades antes que elas apareçam em indicadores mais agregados

O que os dados mostram sobre a economia brasileira de exportação conteinerizada

O mercado brasileiro de exportação em contêineres não é definido por uma única indústria. Ele reúne empresas de proteína animal, produtores de celulose e papel, exportadores de madeira, fornecedores de algodão, embarcadores de café, petroquímicas e tradings do agronegócio. Essa diversidade é uma das razões pelas quais o setor importa para muito além das companhias de navegação.

Para exportadores, o comércio conteinerizado oferece acesso a redes marítimas regulares e a uma distribuição comercial mais flexível. Para terminais e armadores, cria demanda por capacidade portuária, planejamento de equipamentos e confiabilidade de serviço. Para agentes de carga e operadores logísticos, revela onde surgem novas oportunidades. Para importadores no exterior, ajuda a identificar fornecedores com histórico regular de embarques e canais logísticos consolidados.

Os principais exportadores brasileiros em contêineres, portanto, não são apenas grandes empresas. São companhias inseridas em redes logísticas complexas, que dependem de desempenho portuário, programação de navios, disponibilidade de equipamentos e inteligência de rotas.

Dados melhores para decisões mais rápidas

Em um mercado marcado por volatilidade nos fretes, interrupções geopolíticas, mudanças tarifárias e deslocamentos de demanda, as empresas não podem depender apenas de totais anuais de comércio ou ranking amplos de commodities. Elas precisam saber quais cargas estão se movendo, quais exportadores estão ganhando escala, quais terminais concentram os fluxos, quais transportadores atendem cada corredor e como os padrões de embarque mudam ao longo do tempo.

A Datamar ajuda empresas a transformar esses movimentos em informação acionável. Com o DataLiner, usuários podem analisar dados de donos da carga, rankings de terminais, fluxos por mercadoria, desempenho de transportadores, participação de mercado, rotas e registros de embarque para identificar líderes de mercado, monitorar deslocamentos de carga, avaliar exposição portuária, acompanhar a atuação de concorrentes e entender como a carga conteinerizada brasileira se conecta ao comércio global.

Conheça o DataLiner e veja como a Datamar pode apoiar suas decisões de comércio exterior.

FAQ: exportadores brasileiros e carga conteinerizada

Qual é a maior commodity exportada pelo Brasil?

A maior commodity exportada pelo Brasil depende do período e da metodologia utilizada. Na pauta geral de exportações, soja, petróleo bruto e minério de ferro costumam aparecer entre os principais produtos em valor. No segmento conteinerizado, porém, os dados da Datamar para o primeiro semestre de 2026 mostram carne de frango, algodão, carne bovina congelada, celulose química de madeira e produtos de madeira entre as principais cargas por TEU.

Que cargas os navios que saem do Brasil transportam?

Navios que escalam portos brasileiros transportam diversos tipos de carga, incluindo grãos, minério de ferro, petróleo, combustíveis, fertilizantes, veículos, carga geral, carga de projeto e contêineres. Nas exportações conteinerizadas, o Brasil embarca produtos como carne de frango, carne bovina, carne suína, algodão, celulose, produtos de madeira, café, papel, açúcar, químicos e bens manufaturados ou semimanufaturados.

Qual é o maior porto de contêineres do Brasil?

Santos é o principal gateway de contêineres do Brasil e o maior porto do país. O Ministério de Portos e Aeroportos descreveu Santos como o maior porto da América Latina e informou que o complexo movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, incluindo 16,71 milhões de toneladas de carga conteinerizada exportada.

Qual é o maior exportador do Brasil?

A resposta depende de a pergunta se referir a valor exportado, tonelagem, uma commodity específica ou carga conteinerizada. No ranking da Datamar de exportações conteinerizadas por dono real da carga no primeiro semestre de 2026, a Seara Alimentos liderou com 84.875 TEUs, seguida por BRF, JBS, Klabin e Suzano.

Quem é o principal parceiro comercial do Brasil?

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em julho de 2026, dados oficiais de comércio exterior mostraram a China como o maior destino das exportações brasileiras, com embarques de US$ 10,67 bilhões no mês.

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